quinta-feira, 23 de junho de 2016

QUE OS FANÁTICOS ME PERDOEM, EM VOGA O ECUMENISMO


 I
Não me façam alusões
De religião ou crença,
Pois eu tenho os meus credos
Que já me dão a sentença
De segui-los pela vida
Na minha paz divertida
Que me dá muita sabença.

II
Eu nunca peço licença
Aos santos ou entidades
A minha crença é em Deus
Meu Deus de tantas bondades.
Mesmo O levando a sério
Não me ligo em ministérios
 Nem panfleto as cidades

III
São muitas diversidades
De crença e de opinião
Esbarra em um toco ali
É uma religião
Um homem monta a igreja
Cum microfone festeja
Sempre estirando a mão.

IV
No seu primeiro sermão
Em contato com o povo
Pedindo sempre ajuda
Fala de evangelho novo
“Dízimo é fundamental”
Ali vira catedral
Começa tudo de novo.

V
Mas  nada disso eu aprovo
Nem condeno; quem sou eu¿
Sou só um filho de Deus
Não descendo de Judeus.
Com o meu credo insisto
A qualquer coisa resisto
Não me considero ateu.

VI
Também não sou fariseu
Vivo com os pés no chão,
Não condeno o meu próximo
Nem a sua religião;
Eu condeno o fanatismo,
Vejo bem o ecumenismo,
Mas sigo o meu coração!

VII
Faço a minha oração
De maneira bem singela,
Não tem hora nem lugar,
 Nem Catedral nem capela,
Nem encruzilhada perto;
Pode ser num campo aberto
Ou pode ser na janela!

Zé Salvador.

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