
expansões&Contrações do pensamento&enfrentamentos
CARTA PARA CÉSAR
Sempre há monstros ,
tecidos em nosso organismo.
Por dentro somos todos cheios de sangue,
De vermes,
de sobras.
Por fora,
as vezes somos mais sobras e vermes ainda
Embora uma harmonia assiste e insiste
de vontade de nós mesmos.
De trazer à tona um Deus ou um Demônio,
que não é ruim por ser demônio,
mas que é liberdade,
frente a um Deus-demônio que escraviza,
Por dentro essa harmonia que ordena nossas tripas-coração,
nossas art(érias),
onde a arte nega a ciência,
Pa(ciência).
Cons(ciência) ,
remédios me mordam
e retomam minhas noções
Precauções eu tenho: de não ser hipócrita.
Mas como ?
Assisto este duelo todos os dias.
E não tem um só dia que eu não seja
honesto e hipócrita.
A questão é o que está mais catalogado?
Enquanto isso minhas veias pulsam,
com uma lógica interna que quer vazar.
Com arte ou paciência?
recusar
aceitar
como vazar?
É um vão.
Um canto apenas.
De cantar,
e de cantinho.
É um ninho.
É uma fenda,
que brota
que tenta
Que vaza no cotidiano.
O poeta é alguém que foge,
mas só vale se deixar rastros,
fendas,
onde outros possam vazar!
Maurinho Célio
Professor,poeta,autor,amigo&militante e modelo no click do pier.

1 comentários!:
bacana mauro ,a foto e a poesia parecem tão proximas : imagem , texto ,tudo é umasó coisa, semalhança , diferença ?
não sei se entendi ,mas sei q gostei
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