A madrugada era gélida e calada,
Revelava flores e folhas secas,
E poeira e parafina queimada.
Chegaram meus companheiros,
E acordamos do sono contínuo.
Saímos eufóricos de nossos túmulos
Éramos sombras entre névoas,
Invadimos o sarau dos vivos.
Filósofos, escritores, músicos
E góticos foram os anfitriões.
O sarau foi em nosso mausoléu,
A alegria das artes nos seduziu.
Dois bailes paralelos seguiam
Em uma só realidade!
A interseção de vivos e mortos
Criou nossa aventura fantasma.
Ossos e cinzas dormem enquanto
A mortalha será nossa bandeira.
- Mensageiro Obscuro.
Maio/2008.
http://www.abismo-do-obscuro.blogspot.com
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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