
Pelo De
Pelo direito de buscar inspiração
De estar imerso
De revidar a rima
De desamarrar o verbo
Desarmar a circunstancia vulgar
De estranhar-se
De embrenhar-se fora do marasmo
Pela Graça de estar só quando o ser estranho se basta
De esmurrar paredes
E esquecer espelhos
Pelo Brinde a poesia
De revidar a mediocridade
E ferir-se na sabedoria
De invocar os mestres
E reunir-se ao contemporâneo
Por escrever com tintas novas
E embriagar-se repetidamente das palavras pra saudar com pele velha um traçado novo
De andar descalço pelos escombros
Admitir a tristeza
Estar do Avesso
Argumentar ao contrário mesmo que nem tão inusitado
Pelo direito de identificar-se
Apesar da indiferença
E sentir-se pleno pela subcriação!
Compor é buscar
Enquanto giramos sobre antigas tramas
versificamos manias
e sorrimos para o Tigre enjaulado
como disse um certo amigo!
Melian Cordéus
Pro Tio Rodrigo.

1 comentários!:
Belíssimos versos, cada um com uma verdade marcante.
abraços
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